Divertículos, diverticulose, diverticulite: o que são? Doença Diverticular dos Cólons

A doença diverticular dos cólons ocorre quando divertículos são detectados na parede do intestino grosso. Os divertículos colônicos são pequenos “sacos” que aparecem no intestino grosso, podendo envolver apenas uma parte do intestino – mais comum do lado esquerdo – ou o intestino como um todo. Estes surgem por um acometimento da musculatura do intestino, onde passam vasos sanguíneos, tornando-se um ponto de fraqueza na parede intestinal.

Quais as causas?

Os divertículos apresentam relação com a idade, sendo que aos 50 anos aproximadamente metade das pessoas tenham divertículos. Aos 80 anos, praticamente todas as pessoas tem divertículos no intestino grosso.

A doença diverticular dos cólons não é completamente compreendida, mas alguns fatores parecem facilitar o aparecimento da doença, ou antecipar o surgimento. Os mais importantes são a dieta com pouca fibra e a constipação intestinal.

Quais os sintomas?

A maioria das pessoas com divertículos não tem sintomas. A pequena parcela de pacientes que apresenta sintomas costuma relatar mudança de hábito intestinal, cólicas e dor abdominal. Sangramento nas fezes também pode aparecer, mas é mais incomum.

Como é diagnosticado?

Por apresentar sintomas comuns a outras doenças do intestino, alguns exames podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico e as complicações. A tomografia computadorizada de abdome e a colonoscopia são os exames mais usuais para confirmar o diagnóstico.

Qual o tratamento?

Quando o paciente apresenta sintomas relacionados aos divertículos, chamamos de doença diverticular. Nestes casos, o tratamento clínico envolve mudanças alimentares e medicações para alterar a motilidade e a inflamação do intestino.

No caso de um desses divertículos infectar, temos a diverticulite. Quando ocorre a infecção, esta pode envolver apenas o divertículo, de um tratamento mais simples, até a formação de pus e perfuração, tornando o quadro mais grave. Sintomas mais intensos, como febre, dor constante no abdome, indisposição podem aparecer, necessitando de avaliação médica de urgência.

Casos mais simples de diverticulite podem ser tratados com antibióticos por via oral. Em casos mais complexos, pode ocorrer internação hospitalar, para realização de antibiótico por via venosa. Quando ocorre formação de pus em grande quantidade, sangramento abundante ou perfuração com escape das fezes para dentro da barriga, pode ser necessário cirurgia de emergência. Em cirurgias de emergência, pode ser necessário desviar o intestino grosso para a barriga do paciente, procedimento chamado de colostomia.

Após o episódio de diverticulite, boa parte dos pacientes evolui bem, sem novas crises. Algumas complicações da inflamação podem surgir, como fístulas – comunicações – com bexiga, útero, vagina, pele, necessitando de cirurgia programada, em um segundo momento. Nos casos de diverticulite de repetição, ou seja, muitos episódios em um curto espaço de tempo ou episódios intensos repetitivos, pode ser indicado cirurgia para ressecção da área acometida.

Como prevenir?

Hábitos de vida saudável, com dieta balanceada e rica em fibras, atividades físicas regulares e ingesta de líquidos são fatores importantes para prevenir os divertículos.

É importante lembrar que ingerir sementes não aumenta o risco de diverticulite!

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Conteúdo por Alvaro Steckert Filho (CRM-SC 18816) e Juliana Stradiotto Steckert (CRM-SC 11782)