No Dia do Oncologista, celebrado em 9 de julho, o oncologista do Gastro Medical Center, Victor Hugo Fonseca de Jesus, fala sobre o avanço da medicina no tratamento do câncer esofagogástrico com metástase (quando as células tumorais se alojam e se desenvolvem em outros órgãos). O câncer de esofagogástrico acomete principalmente homens acima de 50 anos e tem como um dos seus desencadeadores o tabagismo, o alcoolismo, a obesidade e irritações de longa data do revestimento do esôfago, como acontece com o refluxo gastroesofágico e o esôfago de Barrett.

Mas como é o tratamento? Desde os estudos pioneiros da década de 1990, a quimioterapia tem sido um pilar fundamental. Recentemente passou a ser empregada em casos mais iniciais como forma de diminuir o tamanho dos tumores antes da cirurgia e o risco de retorno da doença.

No entanto, o maior entendimento da biologia dos tumores do esôfago veio com a descoberta de genes e proteínas responsáveis pelo crescimento do tumor. O mais importante deles até o momento é a receptor tipo 2 de Fator de Crescimento Epidérmico Humano (HER2). “Em aproximadamente 20% dos tumores esofagogástricos, a parede da célula tumoral tem uma maior concentração destes receptores do que as células sadias do organismo, permitindo que estas células sejam alvo de ataques por parte de drogas desenhadas especificamente com este intuito – a chamada terapia alvo”, explica Victor.

Segundo o oncologista, estudos atestaram a eficácia na sobrevida com a utilização de medicações voltadas contra estas proteínas e estudos definitivos estão em andamento para avaliar o papel destas drogas no tratamento do câncer de esôfago.

Victor destaca que talvez o maior avanço da oncologia na última década esteja relacionado com o tratamento com imunoterapia. “Naturalmente, o organismo humano dispõe de mecanismos de imunovigilância com intuito de erradicar eventuais tumores que surjam. Estes mecanismos apresentam freios naturais, desenvolvidos para diminuir a chance fenômenos de autoimunidade. São os chamados checkpoints imunológicos. No entanto, os tumores com frequência se valem da hiperexpressão de algumas proteínas pertencentes a estes freios para burlar o sistema imunológico”, explica.

Ele acrescenta que recentemente, anticorpos capazes de se ligar e inibir um destes freios, o eixo PD-1/PD-L1, tem demonstrado eficácia significativa no tratamento do câncer esofagogástrico e que atualmente, duas drogas, o nivolumabe e o pembrolizumabe, estão aprovadas para o tratamento dos cânceres esôfago metastáticos no Brasil.

“Espera-se que brevemente novos alvos, como outros checkpoint imunológicos, sejam descobertos e novas técnicas aprimoradas com o intuito de melhorar ainda mais o tratamento destas malignidades”, conclui Victor.

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