A campanha Maio Roxo aborda sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), e depois de falarmos sobre a Retocolite Ulcerativa (RCU), vamos tratar sobre a Doença de Crohn (DC), que também é uma doença crônica e que tem sintomas similares à RCU.

A gastroenterologista do Gastro Medical Center, Livia Machado Scridelli, explica que a Doença de Crohn pode envolver qualquer parte do trato gastrointestinal, desde a cavidade oral até o ânus e a inflamação pode ser segmentada e algumas partes do intestino podem não ser afetados pela doença.

A Doença de Crohn apresenta uma discreta predominância no sexo feminino na doença diagnosticada na fase adulta. Sua maior incidência ocorre entre 15 a 35 anos e é mais comum em países mais ricos ou em desenvolvimento.

“A principal faixa etária é de adultos jovens, porém pode se manifestar em indivíduos de qualquer idade. O tabagismo é considerado um fator de risco para a doença”, alerta Livia.

Os principais sintomas desta patologia são dor abdominal, diarreia – associada ou não a sangue ou muco, fadiga e perda de peso. Sintomas extra-intestinais como dores articulares, lesões de pele e manifestações oculares também podem ocorrer.

O diagnóstico é baseado na história clínica, exames de imagem, de fezes, de sangue, endoscopia digestiva alta, além da colonoscopia que tem um importante papel na avaliação da doença. A cápsula endoscópica também é uma outra forma de avaliar o intestino delgado, que não é alcançado pelo endoscópio. Dependendo dos sintomas do paciente, o médico pode solicitar a tomografia computadorizada ou ressonância magnética para complementar o diagnóstico.

Há muitos tratamentos disponíveis que podem controlar a DC e deixá-la em remissão. Dependendo da extensão do acometimento da doença, podem ser utilizados tratamentos que agem reduzindo a inflamação localmente no trato gastrointestinal ou podem ser necessários medicações que modulem o sistema imune do paciente. O tratamento também tem o objetivo de aliviar os sintomas de diarreia, sangramento retal e dor abdominal.

“O tratamento deve ser individualizado e tem o objetivo de manter a doença em remissão, prevenindo complicações futuras como obstruções intestinais, fístulas, abscessos entre outros. Por isso, na presença de algum desses sintomas, procure um especialista!”, orienta Lívia.

Complicações

Muitos pacientes respondem bem ao tratamento médico e é possível que nunca tenham que se submeter a uma cirurgia, que pode ser necessária quando terapias médicas não controlam bem a doença.

Eventualmente alguns pacientes podem desenvolver complicações mais graves como o desenvolvimento de fístulas, mais comumente na região anal. Outras condições que podem ocorrer em alguns pacientes envolvem estenoses (estreitamento dos intestinos), lacerações no revestimento do ânus e abscessos.

Câncer colorretal

O risco de câncer colorretal em pacientes com doença inflamatória intestinal é um pouco aumentado em comparação à população geral e fatores como tempo de doença, extensão e severidade da inflamação influenciam nesse risco, justificando por isso um adequado acompanhamento desses pacientes.

“Desde que a DC esteja controlada e sendo acompanhada por médico, em sua maioria, as pessoas com DC vivem a vida plena, feliz e produtiva”, finaliza Livia.

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