Falar sobre problemas que envolvem a região anal e o intestino provocam grande constrangimento. Mas é necessário falar sobre isso porque muitos pacientes acabam procurando orientação médica quando o caso está em nível avançado. E que tal saber mais sobre a incontinência fecal?

A gente nem imagina, mas há um número grande de pessoas que sofrem com esse problema. Trata-se da incapacidade de controlar a eliminação das fezes, situação que compromete a qualidade de vida e convivência social, e que se manifesta mais nas mulheres do que nos homens.

Causas

A causa da incontinência fecal pode ser adquirida ou congênita. Quando adquirida pode ser resultante de traumas provocados por acidentes, por cirurgias no períneo, por fissuras, por cirurgias para tratamento de câncer, ou enfraquecimento muscular pela idade. Doenças crônicas como diabetes e doenças neurológicas também podem provocar a incontinência.

Nas mulheres, o parto normal pode levar à denervação da região perineal e os sintomas  podem começar a aparecer cerca de 20 anos depois. Acima dos 70 anos, o número de diagnósticos em homens e mulheres é muito semelhante devido à redução da integridade dos músculos do ânus e a sensibilidade da porção final do intestino (reto).

Quando a causa da incontinência fecal é congênita, a criança pode nascer com alguma situação que provoque este problema, pode ser submetida a cirurgia de correção e recebe acompanhamento até a idade adulta.

Diagnóstico

Em geral, os pacientes observam o problema porque passam a não controlar mais os gases intestinais. Progressivamente esse sintoma piora, no início escape somente com fezes mais líquidas, até não ter o controle mesmo com as fezes sólidas. “Quando chega a esse momento, o paciente passa por constrangimentos que inviabilizam muitas vezes sua convivência social e afeta sobremaneira a qualidade de vida”, destaca a coloproctologista do Gastro Medical Center em Florianópolis, Juliana Stradiotto Steckert.

O exame proctológico é muito importante para o diagnóstico e o tratamento. Pelo toque retal, o médico percebe a flacidez da região anal. A manometria anorretal ajuda a determinar valores de força muscular e sensibilidade do reto, bem como exames de imagem para avaliação do assoalho pélvico às vezes se faz necessário.

Tratamento

O tratamento clínico da incontinência fecal pode ser realizado com dieta e medicamentos que auxiliem a “segurar o intestino”, permitindo a convivência social e amenizando o impacto psicológico dos pacientes. De acordo com o diagnóstico, pode haver indicação de fisioterapia para recrutamento muscular, e em outros casos, até cirurgia. “Cada caso precisa ser analisado com muito cuidado porque além de ser um assunto que gera muito tabu, nossa proposta é dar ao paciente a melhor condição de normalidade em sua rotina”, acrescenta Juliana.

Impacto psicológico

Implica em qualidade de vida: diminuição de convívio social e até familiar.  Podem deixar de praticar atividades físicas por receio de um “acidente”.  Limitam-se a ficar em casa, pois têm medo de sair à rua. Diminuição da prática sexual, preocupação com sujeira e mau odor. Mesmo com o uso de protetor de roupas, a sensação de desconforto é muito grande. “Há isolamento social e até sintomas depressivos. Esse problema tem relação direta com a qualidade de vida da população”, destaca Juliana.

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