A hepatite é uma inflamação que acomete o fígado e pode ter várias causas diferentes, como o abuso de álcool, medicamentos e até a esteatose (acúmulo de gordura no órgão). No entanto, uma das formas mais graves, muitas vezes silenciosa e com risco de se tornar crônica (persistência de inflamação por mais de seis meses) são as hepatites virais, que podem ser dos tipos A, B,C, D e E. Diante da importância do assunto, inicia hoje a campanha Julho Amarelo que tem o objetivo de conscientizar sobre a doença.

O médico gastroenterologista do Gastro Medical Center, Nelson Silveira Cathcart Junior, explica que a transmissão das hepatites pode ser por meio do contágio fecal-oral (vírus A e E) ou pelo sangue (vírus B, C e D), a exemplo da transmissão vertical (mãe para filho durante gravidez e parto), compartilhamento de agulhas, seringas e outros objetos para uso de drogas, reutilização ou falha de esterilização de equipamentos médicos, odontológicos ou de manicure, reutilização de material para realização de tatuagem, uso de sangue e seus derivados contaminados e a relação sexual sem uso de preservativo.

“Muitas dessas infecções são assintomáticas ou com sintomas leves e comuns a outras doenças como, cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal. Além destes, a pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura e fezes claras são indicativos de quadros de hepatites. Desta formaé possível entender porque estas doenças são pouco diagnosticadas com consequente risco aos indivíduos infectados de evoluírem para as formas crônicas, em que há risco de cirrose e suas complicações, como hemorragias, infecções bacterianas, além de prejuízo a outros órgãos como rins e pulmões”, comenta Nelson.

Estatísticas

Nelson lembra que apesar das hepatites serem graves problemas de saúde no Brasil e no mundo seja pelos altos números de infectados ou pelas consequências como alta morbidade com elevados gastos em saúde pública e privada, estas doenças ainda são pouco diagnosticadas e subnotificadas. Em termos de epidemiologia, no caso da hepatite C por exemplo, estima-se que cerca de 71 milhões de pessoas estejam infectadas em todo o mundo e que cerca de 400 mil irão morrer devido a complicações, principalmente por cirrose e o carcinoma hepatocelular (câncer de fígado).

De acordo com o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, de 1999 a 2018, foram notificados 632.814 casos confirmados de hepatites virais no Brasil. Destes, 26,4% são referentes aos casos de hepatite A, 36,8% aos de hepatite B, 36,1% aos de hepatite C, e 0,7% aos de hepatite D.

“O intuito de campanhas como Julho Amarelo é melhorar tanto a prevenção como o diagnóstico destas doenças por meio da educação da população com palestras, entrevistas e folhetos explicativos, mas também com a realização de exames. Estes últimos podem fornecer o diagnóstico da infecção, contato prévio com o vírus e até mesmo necessidade de vacinação – nos casos das hepatites A e B. Procure seu médico gastroenterologista, infectologista ou hepatologista para saber como você pode prevenir e  melhorar a sua saúde e de sua família”, orienta Nelson.

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