Maio Roxo trata das Doenças Inflamatórias Intestinais, e chegou o momento de falarmos sobre a Retocolite Ulcerativa. Vale lembrar que a informação é meramente educativa e não substitui a consulta a um médico coloproctologista.

1.       O que é a Recotolite Ulcerativa (RCU)?

A Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma doença crônica inflamatória do cólon (intestino grosso). A RCU não é a mesma coisa que a Doença de Crohn, que vamos abordar nos próximos dias. Os sintomas das duas doenças são bastantes similares, mas elas afetam áreas diferentes do corpo. A Doença de Crohn pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, enquanto a RCU está limitada ao cólon. Também importante frisar que a Doença de Crohn pode alcançar toda a espessura da parede intestinal, enquanto a RCU envolve somente a camada mucosa (interna) da parede intestinal.

2.       Quais são as causas RCU?

Não é sabido exatamente o que causa a RCU e por isso, é bem complicado prever se o paciente tem predisposição à doença. Algumas pessoas podem passar anos sem ter qualquer tipo de sintoma, enquanto outras têm crises mais frequentes durante a doença. Um fator é importante ser destacado: a RCU não é uma doença transmissível, ou seja, não é contagiosa e nem provocada por alguma comida ou bebida ingerida.

3.       Quais são os sintomas RCU?

A inflamação usualmente começa no reto e na parte inferior do cólon, mas também pode envolver todo o cólon. Quando ocorre a inflamação, as funções primárias são afetadas, incluindo a absorção de água. Como resultado, o paciente pode ter dor abdominal, urgência em evacuar, diarreia, sangue nas fezes, perda de apetite e de peso.

4.       Qual a faixa etária dos pacientes com RCU?

A média de idade de pessoas diagnosticadas com a RCU varia entre os 15 e 25 anos, sendo que homens e mulheres e qualquer grupo étnico, podem ser igualmente afetados. Os homens têm maior probabilidade de diagnóstico de RCU entre os 50 e 60 anos.  Interessante destacar que as Doenças Inflamatórias Intestinais são diagnosticadas principalmente em países desenvolvidos, e mais em áreas urbanas do que em áreas rurais.

5.       Como é feito o diagnóstico da RCU?

Além do exame físico, o médico coloproctologista realiza um histórico do paciente e de sua família. Entre os exames complementares estão o de sangue e a colonoscopia.

6.       A RCU tem cura?

A RCU é uma doença crônica, não tem cura mas pode ter sintomas controlados com tratamento adequado e acompanhamento médico.

7.       Que outros problemas pode ter o paciente com RCU?

Ocasionalmente os pacientes podem desenvolver complicações de funcionamento intestinal e em alguns casos, o câncer colorretal. Por isso é muito importante o tratamento contínuo e o acompanhamento médico.

8.       Poderei trabalhar, viajar, fazer exercícios físicos?

Apesar de a RCU ser uma doença crônica séria, não é uma doença letal. Não há dúvida de que viver com esta doença é um desafio, mas a vida da maioria dos pacientes que seguem o tratamento é produtiva e sem grandes restrições. Além de manter rotina de visita ao coloproctologista, o paciente pode manter, por exemplo, a rotina de atividades que fazia antes do diagnóstico. Não há razão para deixar de desempenhar suas funções ou para desistir de planos e sonhos.

9.       A RCU é hereditária?

Há uma tendência que sim, que ela seja hereditária e por isso é importante que se alguém da família for diagnosticado, os parentes em primeiro grau, também procurem orientação médica.

10.   Devo seguir alguma dieta especial?

Não há comprovação de que a alimentação provoque a RCU. Mas quando a doença é diagnosticada, uma dieta específica pode diminuir muitos sintomas. A dieta deve ser prescrita de acordo com cada paciente e geralmente inclui redução do consumo de sal e temperos mais fortes e picantes, limitar o consumo de fibras, reduzir o consumo de gorduras e frituras, sem produtos lácteos e se o paciente perdeu muito peso, pode ser recomendada uma dieta com mais calorias que o habitual. Se o paciente apresentar alguma deficiência de vitaminas, o médico pode também indicar a suplementação.

11.   Precisarei fazer cirurgia?

A maioria das pessoas com RCU responde bem ao tratamento médico e é possível que nunca tenham que se submeter a uma cirurgia. Entre 25% e 33% dos pacientes podem precisar de uma cirurgia em algum momento. Às vezes a cirurgia é indicada para aliviar por exemplo, o sangramento severo de ulcerações profundas e perfuração do intestino.

12.   Como é o tratamento?

Os tratamentos disponíveis são muito eficientes e podem controlar a RCU e até mesmo provocar a remissão. Os tratamentos agem diminuindo a inflamação na parede do cólon, o que possibilita que ele se recomponha. Também ajuda a aliviar os sintomas de diarreia, sangramento retal e dor abdominal. O retorno de crises após período de remissão pode indicar a necessidade de mudar a dose, a frequência ou o tipo de remédio. A melhor maneira de controlar a RCU é tomar a medicação seguindo a recomendação médica. 

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