BAIXE O APLICATIVO CORONAVIRUS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

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Cientes da preocupação gerada nos nossos pacientes com doenças imunomediadas, como as doenças inflamatórias intestinais (DII), e diante da possibilidade de uma epidemia pelo coronavírus, o Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil, GEDIIB, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) preparou este documento informativo, no formato de perguntas e respostas práticas.

Importante ressaltar que o objetivo é informar e não alarmar!!

Sabendo que pacientes com DII necessitam fazer uso de medicamentos imunomoduladores e imunossupressores, incluindo corticosteroides, azatioprina, metotrexate, tofacitinibe, ciclosporina e os biológicos (infliximabe, adalimumabe, certolizumabe pegol, vedolizumabe, ustequinumabe), os quais são medicamentos que interferem com a resposta imune a infecções, faz-se necessário enumerar algumas orientações considerando estas particularidades neste grupo de pacientes e a prevenção da doença causada pelo novo coronavírus.

O coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (nCoV-19) foi descoberto em 31/12/2019, após casos registrados na China, e provoca a doença chamada COVID-19. A infecção pelo nCoV-19 tem preocupado as autoridades de saúde por ser uma doença nova com grande capacidade de propagação.

“Não há, até o momento, necessidade de pânico”, afirmou a Socorro Gross, representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) no Brasil, em entrevista em 27/02/2020.

Confira as informações:

1. Como o nCoV-19 age no portador de doença de Crohn ou retocolite ulcerativa?

Os pacientes que apresentam algum grau de imunossupressão podem manifestar quadros infecciosos de maior gravidade, como pode ocorrer com qualquer outro tipo de infecção nestes pacientes. Portanto, na vigência de sintomas sugestivos de infecção pelo coronavírus, o paciente deverá procurar assistência médica, preferentemente orientação com seu médico assistente.

2. O risco de um paciente com DII contrair a infecção é diferente do risco da população em geral? Quais os cuidados de prevenção necessários?

Os pacientes com DII, particularmente se em uso e em uso de imunossupressores ou imunobiológicos podem apresentar um risco maior em contrair a infecção. Recomendase primeiramente evitar exposição, ou seja, o que está descrito no quadro abaixo são os mesmos cuidados divulgados pelo Ministério da Saúde, que incluem:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos a base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência. Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção). Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração devias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

3. Para os pacientes com DII que fazem uso de biológico/imunossupressor ou corticoide, é necessário suspender algumas dessas medicações, na suspeita de estarem infectados pelo coronavírus?

Embora as evidências científicas sobre este assunto ainda sejam muito escassos, a partir de dados obtidos a respeito de outras infecções, nós sugerimos que os pacientes que fazem uso de medicações imunossupressoras e/ou imunobiológicas (ex: azatioprina, metotrexate, infliximabe, adalimumabe, vedolizumabe, ustequinumabe e prednisona acima de 20mg ao dia) devem procurar assistência médica para avaliar a necessidade de suspender temporariamente essas medicações. Existe um aumento do risco de contaminação nos pacientes com DII em uso dessas medicações. A MELHOR ESTRATÉGIA É A PREVENÇÃO, ou seja, evitar a exposição, ate que as vacinas específicas estejam disponíveis.

4. O paciente com DII ativa está mais vulnerável?

O paciente com doença ativa deverá utilizar-se das medidas de prevenção do quadro acima, pois podem ser mais susceptíveis a contraírem a infecção. Aqueles em uso de medicamentos do tipo imunossupressores e/ou imunobiológicos, que apresentam sintomatologia semelhante à do coronavírus, deverão suspender esses medicamentos temporariamente, ao mesmo tempo que devem buscar assistência médica para orientação apropriada.

5. Quais as recomendações sobre aglomerações e viagem ao exterior?

Todos as pessoas, mesmo aquelas sem DII, devem evitar viajar para os locais onde existam casos de coronavírus confirmados. Da mesma forma, se possível, deve-se evitar ambientes com aglomerações humanas.

6. Caso contraia o vírus, ele pode piorar a minha doença?

Não existem evidências robustas quanto a isso, pois se trata de uma doença viral muito recente, de curto período de duração (até 12 dias) e de curso, usualmente, benigno, que vai parecer um resfriado na maioria dos casos. É importante lembrar que em cerca de 5% dos pacientes o próprio vírus pode ocasionar náuseas e diarreia aquosa.

7. Pacientes que são professores, profissionais da área da saúde, ou pessoas que trabalham com o público e em lugares com aglomerações precisam ter cuidados especiais?

Sim, esses pacientes que estejam em locais de aglomerados de pessoas devem tomar as medidas de prevenção descritas anteriormente e, se possível, afastarem-se desses ambientes até que estejam completamente livres de sintomas.

8. Como é feito o tratamento do coronavírus?

Não existe tratamento específico para infecções causadas pelo coronavírus humano. No caso do coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

  • Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
  • Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse.

Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Todos os pacientes infectados devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico (após 7 dias) e sinais de alerta de complicações como reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispneia (falta de ar).

9. Como poderemos nos prevenir?

Vitamina C, D, ou alguma outra complementação com vitaminas, ajudam a fortalecer nosso corpo? As medidas de proteção e de controle da disseminação do coronavírus são as mesmas utilizadas para a população geral. Não existem evidências científicas de redução do risco de infecção com o uso de vitamina C ou vitamina D em altas doses. Portanto, não são recomendadas suplementações dessas vitaminas indiscriminadamente.

Como as atualizações sobre o coronavírus são constantes, orientamos que procurem seguir informações de órgãos oficiais, visto muitas fake news terem sido propagadas nas mídias sociais.

Como sugestão, o Ministério da Saúde disponibilizou aplicativos sobre o coronavírus com as seguintes funcionalidades: informações, dicas, mapas de unidades de saúde, além de uma avaliação rápida sobre a relação de sintomas relatados com a definição de caso suspeito do vírus. Para finalizar, ressaltamos que a grande maioria das infecções por coronavírus terá uma evolução benigna e sem complicação, simulando um resfriado comum e poderá e deverá ser tratada em casa.

Somente uma minoria dos pacientes que contrair o vírus necessitará hospitalização para receber cuidados médicos adequados.

Fonte: GEDIIB / SBR

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CategoryArtigos, COVID-19

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