Muito utilizado nos Estados Unidos desde a década de 90, o termo Comfort Food não tem ainda tanto destaque no Brasil. Para entender o que o termo representa, a psicóloga Cíntia Salum, que integra a equipe multidisciplinar no Gastro Medical Center, em Florianópolis, explica que basicamente a expressão significa um alívio emocional através do alimento escolhido.

“Os hábitos e preferências alimentares, são aprendidos na infância através das interações sociais, inicialmente com os familiares e posteriormente com outros grupos de iguais. Toda essa aprendizagem leva consigo uma memória afetiva relacionada às necessidades fisiológicas satisfeitas e aos aspectos culturais envolvidos. Sendo assim, comer certos alimentos é ligar-se ao local ou a quem os preparou”, explica.

A psicóloga destaca que os alimentos considerados Comfort Food variam de pessoa para pessoa pelo fato de estarem ligados as memórias afetivas e as diferenças culturais. No entanto, de um modo geral, segundo ela, há uma preferência por alimentos ricos em gordura e açúcar, pois eles possuem comprovada atuação na química cerebral.

Classificação em categorias

Cintia explica que, baseado em pesquisas, há uma classificação em quatro categorias dos alimentos Comfort Food.

– Nostálgicas: ligadas à manutenção identitária e associadas à memória de ser cuidado por alguém;

– Indulgência: são aquelas onde o indivíduo deixa de lado o valor nutricional em detrimento ao prazer que será obtido, que posteriormente vai gerar um sentimento de culpa. Essas são motivadas pelo sentimento de segurança e recompensa diante de situações de tristeza, angústia ou outro contexto desagradável;

– Conveniência: estariam ligadas à ideia de facilidade, tanto no preparo quanto na obtenção e também no consumo rápido.

– Conforto físico: são as que têm características físico-químicas como composição, temperatura e textura que promovem ao indivíduo um bem-estar físico e emocional.

Comidas afetivas

De acordo com Cintia, as comidas afetivas têm um papel importante no controle das emoções, pois são responsáveis por proporcionar bem-estar em momentos de tristeza, solidão, medo, entre outras situações. No entanto, a psicóloga destaca que é preciso ter consciência dos benefícios e malefícios e coerência na hora de escolher os alimentos.

“Vivemos num momento onde os alimentos não são mais tão seguros, por conta do processo de industrialização. E com esse conhecimento das questões afetivas ligadas ao ato de comer pelas indústrias alimentícias, acabamos caindo em anúncios que apelam para os nossos sentimentos e memórias reconfortantes, nos induzindo de forma inconsciente a consumir qualquer coisa sem nos questionarmos”, alerta.

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