16 de novembro é o Dia Nacional dos Ostomizados, data propícia para tratarmos desse assunto

Pacientes que passam por procedimentos cirúrgicos no intestino, delgado ou grosso, podem necessitar da bolsa de colostomia após a cirurgia. Em alguns casos esse uso é provisório até que o paciente se reabilite; em outros casos, pode ser permanente.

Segundo o coloproctologista Alvaro Steckert Filho, médico do Gastro Medical Center, em Florianópolis, a bolsa é utilizada geralmente para prevenir contaminações do abdome por fezes, redirecionando a passagem das mesmas do ânus para a área externa da barriga.

“Quando o paciente faz o uso da bolsa ele não sente cólicas e não consegue controlar a vontade de ir ao banheiro, as fezes saem espontaneamente entre meia e uma hora após as refeições. Ele sente que evacuou porque a bolsinha fica mais pesada”, explica o médico.

A bolsa coletora tem capacidade de até 500ml e deve ser esvaziada conforme vai enchendo – uma média de até três vezes ao dia – diretamente no vaso sanitário. Existem dois tipos de bolsa no mercado, uma transparente e outra de coloração bege. Com esta, nem o paciente, nem os cuidadores conseguem ver as fezes, que costuma ter um aspecto mais pastoso.

“A indicação médica é que o paciente tenha cuidados na higiene da região e que a bolsa seja trocada a cada cinco dias. Essa substituição pode ser feita pelo paciente em casa mesmo”, orienta.

Em caso de colostomias provisórias, decorrentes de doenças como diverticulite aguda grave, controle de fístulas, traumas abdominais por armas brancas ou armas de fogo, ou até mesmo após cirurgias curativas para tumores, o paciente pode passar por uma reversão do procedimento, quando as partes do intestino são reunidas em um momento posterior.

No entanto, existem pessoas que precisar fazer o uso da bolsa a vida toda devido a amputação do reto, traumas extensos do reto baixo e incontinência fecal acentuada e intratável, além de casos onde tumores abdominais que não possam ser ressecados.

O médico salienta que ainda existe um mito em relação ao uso da bolsa, mas que ela é adaptável à vida diária e não atrapalha na hora de dormir.

“Em algumas ocasiões é possível fazer o uso de tampões que podem substituir a bolsa. Com isso, os pacientes podem usar roupas mais justas e até roupas de praia”, comenta o médico que alerta que o importante é que a bolsa permite uma vida normal e que as pessoas têm que livrar do preconceito.

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