Juliana Stradiotto Steckert fala sobre Doença Inflamatória Intestinal

Com cada vez mais frequência, pacientes nos procuram com queixas de dor abdominal e diarreia crônica, inclusive noturna, com ou sem sangramento, perda de peso e anorexia. Essas sintomas podem estar relacionados com a Doença Inflamatória Intestinal (DII), que engloba um grupo de enfermidades cuja causa não está completamente esclarecida. Nesse grupo destacamos a Retocolite Ulcerativa (RCU) e a doença de Crohn (DC), que também podem ter manifestações extra intestinais em 30% dos portadores, e incluem artralgia/artrite, aftas orais, lesões de pele (eritema nodoso, pioderma gangrenoso), lesões oculares (episclerite, uveíte), lesões articulares (sacroiliíte, espondilite anquilosante) entre outras.

A patogênese da Doença Inflamatória Intestinal não está completamente compreendida. Fatores genéticos e ambientais como a modificação das bactérias luminais e o aumento da permeabilidade intestinal, representam um papel importante na má regulação da imunidade intestinal. Tradicionalmente, a Retocolite e a Doença de Crohn eram mais comuns em países desenvolvidos. Essa situação mudou e um número cada vez maior de pacientes têm sido diagnosticados em países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. O que explica essa incidência é a “hipótese da higiene”: pessoas menos expostas a infecções na infância ou condições anti-higiênicas, perdem microrganismos potencialmente “amigáveis” ou organismos que promovem o desenvolvimento das células T regulatórias, ou não desenvolvem um repertório imune suficiente porque não tiveram contato com organismos agressivos. Outras hipóteses incluem mudanças para uma dieta e estilo de vida ocidentais, incluindo medicamentos e vacinas.

O diagnóstico da Doença Inflamatória Intestinal é frequentemente retardado pelo desconhecimento de suas principais manifestações clínicas. Exames complementares auxiliam no diagnóstico, dentre os quais se destacam: exames  laboratoriais (hemograma completo, provas de atividade inflamatória como proteína C reativa – PCR, calprotectina fecal, velocidade de hemossedimentação – VHS); enterografia por tomografia computadorizada ou por ressonância nuclear magnética; endoscopia digestiva alta; enteroscopia; cápsula endoscópica; retossigmoidoscopia; colonoscopia e o exame anatomopatológico (biópsia), que auxilia na exclusão de outras causas de inflamação no intestino.

Os principais fármacos usados no tratamento da DII são aminossalicilatos, corticoides, imunossupressores e a terapia biológica. Em alguns pacientes há necessidade de tratamento cirúrgico.

Dra. Juliana Stradiotto Steckert
Membro do European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO)
Membro do Grupo de Estudos da Doença Inflamatório no Brasil (GEDIIB)
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP)
CRM/SC 11782
Cirurgia Geral RQE 6639
Coloproctologia RQE 8080

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